Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
John Vergotti (Patek Philippe): “Somos uma marca intemporal”
22/Out/2015
John Vergotti (Patek Philippe): “Somos uma marca intemporal”

John Vergotti, é protótipo de “Mr. Patek”; o seu porte e estilo, evidencia um homem atento ao detalhe, apreciador do belo e respeitador da tradição e dos valores. Quem melhor para liderar uma marca como a Patek Philippe em Espanha, Andorra ou Portugal? No mundo das “máquinas do tempo”, apaixonou-se por elas, ou não fosse uma pessoa de paixões…


Sim, John Jacques Vergotti, encarna bem o perfil de um “gentleman”, na fala, na pose, nos gestos e nos gostos. Apaixonado pela música e pela escrita, John Vergotti revela uma oura paixão, a fotografia, que o leva frequentemente a captar o “momento” até com um telemóvel, desde que a imagem revele algo que o toca, que o sensibiliza.


De educação clássica e muito intelectual, John Vergotti assume-se com alguém que não perde o momento, que observa, analisa. É um esteta e como ele, os pormenores contam. Lê muito, desde o contemporâneo John Grisham até ao redescobrir Balzac, e os seus “olhares psicológicos”, sobre o Mundo. A falar deste escritor francês Vergotti não consegue disfarçar o fascínio que tem pela escrita realista do autor de “La Comédie Humaine”.


Na música, vibrou com os Deep Purple dos anos setenta, do mesmo modo que “lê” a partitura dos acordes humorísticos de Sergei Prokofiev ou do romantismo de Rachmaninoff, ambos russos, e ambos sempre presentes na vida de Vergotti: “sou feito disto, apreciador das coisas belas, sejam elas objectos ou sons, sensível por natureza”, revela sem esconder um brilho especial nos olhos quando fala destes temas.


“Consigo passar horas com uma máquina fotográfica nas mãos em busca daquela imagem. É ua verdadeira paixão”, reconhece e revela um pormenor curioso: “não há muitas pessoas nas minhas fotos. Primeiro porque não quero “roubar” pessoas e depois porque gosto de captar a luz (o “ruído” da luz) e fixá-la num momento que é sempre único,” diz John Vergotti que recorda com nostalgia os seus tempos de juventude e da sua entrega à vela. “As viagens profissionais obrigaram-me a deixar a vela; sou um desportista de equipa, não sou um individualista, e depois acabei a jogar squash, onde me lesionei e tive de deixar de jogar, muito por falta de tempo, com viagens constantes”.


Residente em Barcelona, não escolhe entre a equipa de Messi ou de Ronaldo: ”não – diz a sorrir – não é uma resposta politicamente correcta, a verdade é que não sou um profundo conhecedor e gosto do que vejo em ambas as equipas, quando as vejo jogar. A técnica e a estética destas equipas a jogar é fantástica. Não perco o Mundial… O futebol também pode ser uma arte”.


É fascinante falar com John Vergotti, pela forma como olha para o Mundo e pelo jeito como aborda o que o faz mover, o mundo dos relógios, o “mundo Patek Philippe”.


“Trabajar para a Patek Philippe é sensacional, porque a cultura da empresa e os seus valores permitem ser-se um melhor profissional, para o qual nos preparamos durante muitos anos. Esse é o lado fantástico -muito emocional -, em trabalhar na Patek Philippe, porque podemos entregar-nos com toda a paixão a esta profissão. Mas é muito difícil, porque é como uma máquina que não falha. Tal como tratam os relógios e os movimentos, esperam o mesmo de um funcionário, seja ele um simples colaborador, director, ou qualquer outro responsável. Esperam sempre o melhor de nós. Apesar de toda a sua tradição, a Patek Philippe é uma empresa que se adapta rapidamente e que está sempre em busca do melhor, logo, é uma empresa exigente. Porém, perante a nossa preparação e a nossa paixão, e isto é algo raro neste sector - há um reconhecimento do que fazemos,” diz sobre a sua tarefa aos comandos da filial da marca para Espanha, Andorra e Portugal.


Neste período, Vergotti viu o passar de testemunho de Philippe Stern para o seu filho Thierry, agora a liderar uma empresa com mais de 1600 funcionários. O que mudou? “Nada, ou melhor, muito pouco”, diz e justifica:” Não mudou muito isto porque a Patek Philippe está nos genes de Thierry. Ele tem a visão e a cultura da marca, que lhe transmitiram os seus antepassados, especialmente o seu pai, pelo que Thierry não mudou nada, e pode aproveitar e assumir tudo quanto deixou o seu pai. Thierry é uma pessoa muito comunicativa e essa é a sua grande diferença e a sua mais-valia. Um e outro (pai e filho) têm um enorme respeito pela cúpula da empresa e por todas as pessoas que com eles trabalham, todas elas escolhida s a dedo, para as oito divisões da empresa, mais as filiais. Esse grupo de trabalho que trabalha primeiro para Philippe e agora para Thierry, tem uma longa experiência no que faz.”


 


(Saiba mais na CHRONOS do tempo Nº 32, já nas bancas)


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Patek Philippe Ref 5905P
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Entrada das instalações onde se produzem os Patek Philippe
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Patek Philippe Calatrava Pilot Travel Time
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