Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
Como oferecer uma prenda… à mulher da sua vida
28/Jan/2014

ou As mulheres não são assim tão complicadas…

Qual é o homem que nunca passou pelo drama, ou telenovela mexicana, que é comprar uma prenda à mulher da sua vida? (seja ela namorada, mulher, mãe, irmã ou filha). Enquanto os homens têm uma mente prática e objectiva, a das mulheres é guiada por emoções e sentimentos. Portanto, caro leitor, ponha os seus dotes analíticos em acção e vai ver que nunca mais erra na prenda…basta ler os sinais.

Quando fiz 30 anos, achei que merecia uma prenda especial…um relógio! Não um qualquer… era um em particular, que estava muito na moda e todas as mulheres queriam ter. Ora, jogando pelo seguro, exprimi muito claramente que queria AQUELE relógio! No dia do meu aniversário, como eu esperava, lá estava a caixa quadrada lindamente embrulhada e, com a etiqueta de uma relojoaria. Mas, quando abri a caixa, estava lá um relógio sim, mas… não era AQUELE! Era um outro, de outra marca, parecido é certo, mas de certeza mais barato! Foi mais forte que eu, até agradeci, mas a minha expressão de desilusão, não consegui esconder… e a única “opção” viável foi: trocar o relógio por AQUELE que eu queria.

De desilusão em desilusão…  achei, digamos, de utilidade pública, escrever esta crónica (mais ao estilo regra de etiqueta) para evitar situações embaraçosas para quem dá e – neste caso – para quem recebe…  leia-se: os sinais subtis emitidos pelas mulheres, sempre que se aproxima uma efeméride a distinguir com algo de muito especial. São apenas cinco regras… vai ver que não custa nada, não dói e, no final, acabam todos felizes…

 

  1. Sinais de fumo…

Ora cada vez que se aproxima uma destas datas (Natal, aniversário, dia dos namorados, aniversários de casamento, e afins), esteja atento porque vão começar a ser emitidos sinais. A antecedência com que começam depende de muitos factores, sendo o principal, o tempo de uma relação. Nós sabemos bem, que numa relação novinha a estrear, se pedirmos uma pequena ilha no Pacífico Sul, na véspera do nosso aniversário, “ele” hipoteca os filhos, netos e bisnetos para nos oferecer a tal ilha. Se for uma relação com mais de dez anos, se calhar temos que começar antes das férias de Verão a namorar o nosso objecto de desejo, para a receber no Natal (e pelo sim pelo não, enviamos um e-mail à secretária dele avançando “Quando ele perguntar o que é que me oferece pelo Natal, diga-lhe para me comprar AQUILO!). Comece a reparar que, com alguma frequência, começamos a “namorar” objectos. Quando ouvir frases como “adorava ter”, “ai, que máximo!” ou “vi uma coisa giríssima”, esteja alerta…são os sinais! Faça (secretamente) uma lista dessas coisas que ela “viu”, “adora” ou “acha o máximo”.

 

  1. As mulheres nunca pedem nada…mas exigem tudo!

Lembre-se que as mulheres nunca pedem nada de específico. “Não é preciso”, “não gastes tanto dinheiro” ou “qualquer coisinha serve”, são frases típicas…mas falsas! Estamos MESMO à espera que nos ofereçam aquela prenda! Estas frases são para ser interpretadas ao contrário, o que estamos mesmo a dizer é “faz-me lá uma surpresa e oferece-me isto!” E, importantíssimo, nem o argumento da “crise” o salva de uma prenda mal escolhida…

 

  1. Exclusividade Vs. Diversidade

Em matéria de relógios, que é o tema desta publicação e, para a eventualidade do leitor ser um connaisseur de relógios, é preciso entender que as mulheres têm uma relação diferente com as máquinas do tempo. Enquanto que para um homem um relógio é uma peça de eleição que poderá fazer parte do legado que vai deixar aos filhos, para uma mulher são simples acessórios, como os sapatos ou as malas! Quando ela mostrar interesse por um relógio de “estilo”, não lhe compre um Patek Philippe, ou um Rolex, com o argumento do valor seguro, ou que “isto é que é um relógio…caríssimo!”. Nós queremos lá saber… aquilo não dá com a mala castanha, nem com o vestido verde! Nós preferimos ter um relógio preto…um branco, um castanho, um verde, um azul, um com brilhantes, um metálico… Não argumente, ofereça-lhe o que ela quer, nem que vá contra todas as suas filosofias de vida. Isto se não quiser lidar com os amuanços e com os beicinhos. O Patek, reserv e-o para uma data verdadeiramente IMPORTANTE, tipo “bodas de prata”, os “trinta anos”…os “entas”…enfim… marcos na história e para a história.

 

  1. “Prendómetro”

A penúltima regra (sim, não são assim tantas), e talvez a “Regra de Ouro”, nunca, mas nunca, discuta o preço de uma prenda. Nem lhe passe pela cabeça comprar uma semelhante mais barata! Ou, mais grave ainda… uma imitação; isso é muito terceiro-mundista!!!

Para as mulheres, as prendas são uma espécie de escala da apreciação que têm por elas. Se ela quiser uns Louboutin de 800 euros ou um relógio de 100 não interessa, nunca questione o valor dos objectos. Na nossa escala esse valor é directamente proporcional ao afecto, à consideração e, sobretudo, se tiveram atentos aos sinais emitidos (os famosos)… se estão atentos aos nossos desejos.

 

  1. Lógica?

Questão sempre discutível, a da lógica… Caro leitor, NÃO pense – logicamente – quando pretender prendar a sua amada… Nós não funcionamos pela lógica, funcionamos por… por… por… é difícil responder (talvez no próximo número da STYLE…). A questão da prenda-certa-que-nós-adoramos  é sempre um processo indefinível e insondável, e sempre passível de mudar, conforme a estação, ou até o que as nossas amigas já têm ou não têm…… Lembre-se então que precisamente por não haver… lógica, o melhor mesmo é seguir os sinais acima referidos. Evite sempre o seguinte raciocínio: “ofereci-lhe uns Blahnik… agora vou oferecer uma malinha Vuitton”…  Fuja da lógica, porque na verdade, quando o que nos apetece mesmo é ter uns novos (último modelo, o grito de Hollywood) óculos de sol, ou o creme reparador e milagreiro da La Mer… Sinais…sinais…sinais… lógica… NUNCA.

Em jeito de despedida, aqui vai uma dica, se ela lhe pedir uma ilha no Pacífico Sul e, se não quiser hipotecar a vida dos seus bisnetos, use a arma da sinceridade: prepare-lhe um jantar romântico, diga que não tem dinheiro para tanto, mas quando tiver, em vez de uma ilha compra-lhe um pequeno país…que ela merece! Pelo nosso lado, verá que investiremos “tudo” numa peça Victoria’s Secret ou LaPerla para o compensar…

 

Alexandra Cotrim é formada em Design de Comunicação pelo I.A.D.E.. Começou a sua carreira na revista "Grande Lisboa", da Ambelis - Associação das 500 maiores empresas da região de Lisboa. Depois de um a passagem de 10 anos por um grupo económico internacional, onde trabalhou na área do Corporate Banking, regressou em 2008 à comunicação social onde permanece até hoje como Directora de Comunicação e Multimédia da RICHpress. Responsável pelo desenvolvimento e estratégia de comunicação da empresa e das publicações do grupo, assim como colaborações com parceiros internacionais, como a realização do projecto de corporate image para a Pigeon Publishers, editora proprietária da revistas "Relojes y Estilograficas"
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