Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
Inovar e surpreender o mercado nacional!
05/Mar/2014

Portugal tem uma forte tradição e cultura relojoeira e os suíços veem o nosso país como um mercado pequeno mas muito interessante. Os portugueses são apreciadores de relógios e têm um grande conhecimento relojoeiro, o que os torna um público atento, e ao mesmo tempo exigente. Do meu ponto de vista é um fator muito positivo para o sector, pois quem trabalha neste ramo, seja ao nível da distribuição seja do retalho, deve estar preparado para corresponder eficaz e eficientemente às expetativas do cliente.

Assistimos à crescente procura por parte do consumidor atual de peças especiais, que o façam sentir único, relógios de marcas relojoeiras de topo e que são o resultado de um rigoroso desenvolvimento técnico e estético.

Ao nível do retalho, Portugal tem ourivesarias de referência nacional e internacional. Não só pelas marcas representadas e pela qualidade de atendimento, como também pelo lado estético. São inúmeros os comentários positivos è elevada qualidade das ourivesarias portuguesas, por parte dos estrangeiros que nos visitam.

Mas como é evidente, também o sector relojoeiro sofre com a situação económica do país, verificando-se uma redução sensível no consumo, situação esta que, no entanto, tem vindo a ser contrariada com a ajuda dos consumidores angolanos, brasileiros e asiáticos, principalmente nas zonas de Lisboa e Porto. Mas mesmo em clima recessivo, os principais operadores parecem acreditar no futuro, e isto é fundamental para ultrapassarmos as adversidades.

De qualquer forma, o mercado relojoeiro está em constante mudança sendo cada vez mais competitivo e os próximos anos vão ser de grandes desafios e de apelo à criatividade.

As nossas marcas (no caso da J. Borges de Freitas Lda) têm a clara perceção que um distribuidor oficial é a plataforma indicada para se fazerem representar em mercados como Portugal.

Exemplo disso é a Zenith que entrou no nosso mercado em 1976 pelas mãos da J. Borges Freitas (JBF). Representamos a marca há 38 anos e em 2016 vamos comemorar os 40 anos da Zenith em Portugal, um marco importante para a história da JBF e para a história da marca. Sabemos por isso que o nosso trabalho reflete a garantia intransigente por parte da industria relojoeira suíça de que as suas peças são comercializadas através de representantes que lhes garantam total confiança, conhecimento técnico e cultura relojoeira, respeitando os seus elevados e exigentes valores.

Quando falamos em distribuição falamos em inúmeras vantagens, tanto em termos comerciais, desempenhando um papel filtro e de sucesso relativamente à chegada dos produtos aos clientes, como em termos logísticos, passando pela comunicação e, fator crucial, a assistência técnica e serviço após venda. O cliente final quer uma resposta rápida às suas solicitações e eventuais problemas com as suas peças. A celeridade e eficácia em fazer face a estas situações é um ponto a favor dos distribuidores.

Outro fator de grande relevância é o contacto pessoal com os clientes. Estamos num negócio que continua a ser muito de família e mesmo os representantes de uma nova geração, como é o meu caso, privilegiam a tradição e a relação pessoal com o cliente. É necessário criar relações, laços com os clientes, é importante saberem que estamos aqui para os apoiar sempre que precisarem de nós. O que nem sempre acontece quando as marcas trabalham diretamente o mercado.

A Distribuição coloca-nos cada vez mais desafios, mas é isso que nos leva a fazer cada vez mais e melhor. O mundo está em constante mudança, e o setor da relojoaria não foge a esta tendência.

O mercado é extremamente competitivo, as grandes marcas tornam-se cada vez mais fortes, com produtos inovadores ao nível da técnica e do design, estratégias de marketing muito agressivas e eficazes. Por isso, enquanto distribuidores e representantes de marcas internacionais de topo, temos de ter capacidade para acompanhar esta evolução, com uma visão pró-ativa e uma forte capacidade empreendedora. Temos de estar atentos aos novos desafios e saber aproveitar as boas oportunidades de negócio.

No capítulo da rede de retalhistas tradicional, com a crise e as exigências do mercado, e em termos quantitativos, julgo que a diminuir. Como é evidente os lojistas enfrentam dificuldades que nem sempre conseguem ultrapassar. E se por um lado esta crise está a servir de filtro do mercado (isto para as várias áreas de negócio), em que só os pró-ativos e com solidez financeira sobrevivem, por outro lado entristece-me assistir ao desaparecimento de lojas com uma importante história no setor.

Assistimos também ao crescimento de certos pontos de venda, em infraestrutura e notoriedade, assim como à abertura de novas lojas. Nestes casos, estamos perante a oferta de um serviço cada vez mais especializado.

2014 ainda está a começar mas promete ser um ano repleto de novidades! Sem adiantar muito e deixando alguma expetativa no ar, este ano vou concretizar alguns dos projetos que tinha em vista há algum tempo e que apenas aguardavam o momento certo, e o momento certo chegou!

Estes projetos vão de encontro à nossa ambição de evolução e crescimento enquanto empresa que representa marcas de topo e que pretende distinguir-se no mercado pela sua capacidade de empreendedorismo e serviço de excelência.

Orgulhamo-nos de ser umas das mais antigas empresas do setor, com 71 anos de existência, com uma forte tradição que nos confere experiência e conhecimento. Mas, ao mesmo tempo, somos uma empresa jovem e dinâmica, com visão de futuro, atenta às novas e crescentes exigências do mercado. Por isso, seguindo o lema “mudar para evoluir” 2014 vai ser um ano especial, marcado por algumas reorganizações e novos projetos. Sem dúvida um ano importante para a história da JBF!

Assim e para terminar, o nosso maior desafio é fazer sempre mais do que o necessário, com qualidade e excelência! Este é o meu lema e o da minha equipa. Sabemos que convivemos com a crise, mas é preciso continuar a acreditar no trabalho.

Continuar a inovar e a surpreender o mercado nacional! Apostar cada vez mais nas marcas e peças que nos fazem sentir belos, felizes e únicos. Relógios e joias, que são mais do que objetos, são verdadeiras obras de arte. E neste aspeto sinto-me uma privilegiada por trabalhar com algo que me dá muito prazer e honrada por poder partilhar tudo isto com os portugueses.

Ao mesmo tempo, quero continuar a trabalhar e a demonstrar, através do desempenho e conhecimento que nos distingue, total dedicação aos nossos clientes, fornecedores e consumidores.

Ana Borges de Freitas, é CEO da empresa J. Borges de Freitas, Lda., vice-presidente e tesoureira da AORP (Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal).
Richard Mille RM 70-01 - A pensar no ciclismo e em Alain Prost

O novo Richard Mille RM 70-01 é uma edição limitada de 30 peças desenvolvida em estreita colaboração com o campeoníssimo Alain Prost que tanto... Ler mais

SmartStores - a primeira loja em Loures

Depois do lançamento, no final de 2016, do seu website de comércio electrónico (em Smartstores.pt) a SmartStores inaugurou agora, em Loures, a sua... Ler mais

O Português, em versão azul

A IWC acaba de apresentar dois dos seus mais populares modelos O Português com caixa de aço inoxidável e mostrador azul:  O Português Automatic e... Ler mais