Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
As minhas aventuras no Rock in Rio
02/Jun/2014

Fui ao Rock in Rio. Eu, que nem em miúda fui muito dada a festivais de Verão, é muito pó, muita gente, filas por tudo e por nada e, o pior de tudo, vêm-se os artistas do tamanho de formigas e o som, esse depende do vento! Prefiro uma boa e civilizada sala de concertos, onde posso apreciar a música e ver (bem de perto) os artistas em palco.

Mas, este ano, fui convidada a ir ver os Rolling Stones, banda que não é de todo a “minha praia”, mas que “dá pontos”, ou seja, já posso dizer aos meus (futuros) netos que vi um concerto da última digressão dos Stones, uma banda da época da bisavó deles, liderada por um senhor, esse sim, que já é bisavô!

As bandas…lá prás bandas do Rock in Rio

Vou agora escrever uma coisa que é um sacrilégio para muita e boa gente: as músicas dos Rolling Stones soam-me todas iguais! Será seguramente falta de sensibilidade minha, mas muito sinceramente, aquilo resume-se ao senhor Keith Richards a fazer umas variações dos mesmo acordes na sua guitarra (que estou em crer que ele se diverte muito mais que nós) e à voz, ainda hoje absolutamente magnífica, do Mick Jagger. Reitero que é falta de sensibilidade minha, culpa dos meus pais, que quando eu era pequenina, ouvia lá em casa coisas esquisitas como música clássica (muita!), Lou Reed, Alan Parsons Project, Blondie, Lene Lovich e afins…Stones não! Razão pela qual, o que me levaria a comprar um bilhete para o Rock in Rio, seriam os Queens of the Stone Age…mais o meu estilo de Stone’s.

Não posso deixar de referir o mítico “Pai do Rock Português”, Rui Veloso, que me levou de volta à minha infância com o “Chico Fininho” ou às minhas sessões de estudo do 1º ano da faculdade, fruto de uma colega de turma absolutamente apaixonada por este fantástico artista portuense. Rui Veloso trouxe consigo o artista brasileiro Lenine e a fantástica Angélique Kidjo, que pôs a multidão a cantar.

De seguida tocaram os Xutos e Pontapés (sacrilégio nº 2), aproveitei e fugi, já me bastou o trauma de adolescência com a moda das bandanas vermelhas e “a carga pronta e metida nos contentores”!  É daquelas coisas de que eu fujo como… de tirar sangue!

Mas quando eu pensava que esta ía apenas ser uma visita turística, como quem vai à ginja a Óbidos ou a Belém comer uns pastéis de nata, à mesma hora em que os senhores das bandanas vermelhas começavam a tocar, no palco do EDP Rock Street, tive uma alegre surpresa. Primeiro chamou-me a atenção o aspecto da banda: “Steampunk”,  vestidos com kilts escoceses, chapéus altos, roupa victoriana e “goggles” na cabeça. A banda é brasileira, chama-se Terra Celta e, segundo os próprios, são uma mistura de música Celta e “Forró”! Música a fazer lembrar os Poggues, letras divertidas e a boa disposição brasileira que, durante o concerto, fez concursos de dança, pôs a multidão aos pulos, a dançar em rodas e a vibrar! Mereciam sem dúvida estar num palco maior!

“Selfies” no Rock in Rio

Fui, em nome desta publicação, agraciada pela Watx & Colors, com um fantástico relógio oficial do Rock in Rio. Obrigada à Certora! E, fui também a única a receber uma mochila da mesma marca, pois a Watx não foi autorizada a oferecê-las porque a SIC também as estava a dar. Mas a Watx distribuiu pulseiras com um QR Code que dava prémios! Um sucesso…e mais uma fila, esta sim, agradável!

Fotografei o meu relógio de todas as maneiras e feitios, com a multidão de fundo, com a loja da Watx de fundo, com a Roda Gigante de fundo e….claro está, com os Stones de fundo! E depois, como uma boa menina, partilhei por tudo o que são redes sociais! Estas foram as minhas “Selfies” no Rock in Rio!

A Fauna do Rock in Rio

Os Rolling Stones geraram um fenómeno deveras interessante neste dia do Rock in Rio, juntou inúmeras gerações (de vários países) no mesmo espaço. Crianças, adolescentes, universitários, trintões, quarentões, cinquentões, sexagenários, septuagenários….todos a vibrar ao som dos Stones!

Uma fauna tão variada que misturava um senhor de sessenta (e qualquer coisa) anos, de binóculos na mão a ver o concerto…no écran do seu lado esquerdo! Ou, o jovem de vinte e poucos anos, à minha frente, com uma T-Shirt “vintage” do concerto dos Rolling Stones nos Estados Unidos….em 1978! De certeza absoluta que nessa altura nem sequer tinha nascido!

Finanças….Rock On!

Para aqueles que olhavam para o Rock in Rio como um momento de pausa para esta conjuntura e cenário económico horripilante…enganaram-se!

Os senhores do Ministério das Finanças e ASAE olharam para o Rock in Rio e viram uma oportunidade de ouro para facturar mais uns “trocos” para os cofres do estado! Assim pode ser que as Fundações e as PPP’s continuem a passar despercebidas, e os contribuintes (empresas e privados) continuam a pagar estes “tachos”, para onde irão trabalhar futuramente os nossos actuais governantes!

Ao frio, e sem música para alegrar o espírito, estavam também as brigadas de trânsito a fazer múltiplas “operações Stop”, agora sim a fazer jus ao nome popular “caça à multa”!

Se há dinheiro para ver concertos, também há para pagar multas!

Deixamos aqui um obrigado ao Ministério das Finanças que, nem nestes dias, nos deixa esquecer que somos um país resgatado e mal governado…eu diria que desgovernado!

Os verdadeiros Festivais de Verão portugueses.

Não podia acabar esta crónica sem uma homenagem aos verdadeiros “Festivais de Verão”, tradições “milenares” deste país.

Como já o disse, nem quando era “mais jovem” (lá dizem as revistas femininas, os quarenta são os novos trinta!), nunca fui muito dada a grandes concertos. Fui a alguns, mas estava mais tempo para entrar e sair dos recintos do que a ver o concerto em si. 

Mas, já na faculdade, e com um grupo de amigos que, como eu, eram pouco dados a grandes festivais e concertos, passávamos os Verões a percorrer os “verdadeiros” festivais de Verão portugueses, as festas das aldeias!

Nestas festas vi artistas tão diversificados como os Despe e Siga e a Ágata (confesso que a vi por duas vezes), um senhor que tocava órgão, e que em cada frase musical falhava 5 notas ou, o um outro senhor que tocava acordeão com uma garrafa de litro de Sagres aos pés, e quanto mais bêbado estava, melhor tocava!

Sempre me fascinou o colorido do folclore português e a deliciosa decadência da música “pimba”. Nestes “festivais” não é preciso ser “cool”, nem ter as roupas certas, nem ouvir as músicas do “top ten”…é apenas preciso boa disposição e abraçar a nossa herança cultural! Enquanto o não fizermos, nunca poderemos fazer frente aos “Senhores da Europa” nem aos “Senhores da Troika”. 

Alexandra Cotrim é formada em Design de Comunicação pelo I.A.D.E.. Começou a sua carreira na revista "Grande Lisboa", da Ambelis - Associação das 500 maiores empresas da região de Lisboa. Depois de um a passagem de 10 anos por um grupo económico internacional, onde trabalhou na área do Corporate Banking, regressou em 2008 à comunicação social onde permanece até hoje como Directora de Comunicação e Multimédia da RICHpress. Responsável pelo desenvolvimento e estratégia de comunicação da empresa e das publicações do grupo, assim como colaborações com parceiros internacionais, como a realização do projecto de corporate image para a Pigeon Publishers, editora proprietária da revistas "Relojes y Estilograficas"
07/Ago/2014

Será que o conceito de “Luxo” (tal como hoje é entendido e vendido) está velho e ultrapassado? As marcas tradicionais deste sector, e até mesmo as mais recentes que aspiram a um “lugar ao Sol” neste segmento parecem estar cegas à evolução do... Ler mais

25/Mar/2014

Uma das principais queixas entre os sexos é o problema da comunicação, o que leva à ruptura de muitos relacionamentos. Face à actual conjuntura económico-política, e para facilitar o entendimento da mensagem por parte do “sexo-forte” (designação... Ler mais

28/Jan/2014

ou As mulheres não são assim tão complicadas…

Qual é o homem que nunca passou pelo drama, ou telenovela mexicana, que é comprar uma prenda à mulher da sua vida? (seja ela namorada, mulher, mãe, irmã ou filha). Enquanto os homens têm uma... Ler mais

O presente do Baselworld com o futuro em definição

Na Suíça, o céu nublado e o clima frio não são uma novidade para quem se desloca a este país nos três primeiros meses de qualquer ano.

Novos Astron da Seiko: tecnologia "movida" pelo Sol

A Seiko acaba de lançar três novos modelos no mercado nacional. A bem sucedida gama Astron está mais rica com estes lançamentos. Vejamos: Menos é... Ler mais

Lexus CT 200h Urban Edition

É o mais pequeno dos Lexus; mantém o estilo depurado e dinâmico que caracteriza a marca; e pisca o olho às condutoras femininas que pretendam um... Ler mais

Casio Edifice e smartphones  - hora certa em todo o mundo

Ter o seu relógio certo em mais de 300 cidades do Mundo, já é possível graças ao novo relógio apresentado pela Edifice.