Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
Os desafios da crise
24/Mar/2014

Desde há vários que assisto a uma continua degradação da qualidade dos produtos expostos em muitas Ourivesarias portuguesas.

É a invasão de pequenas peças em prata, a chegada de joias em Ouro de baixa qualidade, os relógios baratos de plástico.

O mesmo em relação à qualidade dos produtos expostos na nossa principal feira de jóias – Portojóia.

Qualquer dia, de joia já pouco tem.

 

Será que temos noção destes factos, quando pensamos no nosso sector?
Não será que estamos demasiado rápido a degradar a imagem das joalharias, quando deixamos de vender ativamente ouro de 18k e 19k?

Ou, quando deixamos de usar diamantes e outras pedras preciosas?

Este resvalar da qualidade no produto exposto nas vitrinas das ourivesarias, tem contribuído para o clima de crise que se vive em muitas delas.

Atrás de uma proposta comercial fraca na montra, começam a entrar na loja clientes com mais fracos recursos, ao mesmo tempo que os melhores clientes se vão afastando por falta de oferta.

Está criado assim, um ciclo vicioso para o empobrecimento, em que muitas vezes se atiram as culpas para os clientes e seu poder de compra, quando na verdade grande parte das culpas está na estratégia adotada pela própria loja.

Felizmente nem todos seguiram o mesmo caminho.

O melhor exemplo é o que se está a passar na Avenida da Liberdade, onde o nosso sector está a fazer apostas corajosas, que a todos satisfaz.

 

Por isso, primeiro passo para sair da crise, é olhar para a sua loja e analisar se a mesma está a oferecer os produtos que agradam aos clientes que se pretende conquistar.

O público português gosta de joias e bons relógios.

O público português gosta de sonhar e merece que acreditemos no seu potencial.

Ser joalheiro sempre significou trabalhar para quem tem poder de compra.

É em alturas de crise que se tomam as boas decisões para construir um novo futuro.

Mas atenção que em processos destes, antes de se mudar tem que se saber para onde se quer ir.

Por esse motivo a nossa empresa tem apostado com entusiasmo, em sessões de formação, onde se deseja ajudar as ourivesarias a saber identificar bem o seu público-alvo e a refletir sobre as melhores técnicas para servir esse mesmo público.

Acreditamos no potencial do nosso mercado interno.

António Moura, 60 anos, casado, três filhas. Iniciou a sua atividade profissional aos 15 anos, numa empresa familiar, tendo concluído o Curso de Gestão de Empresas, no ISEG, em Lisboa. O pai era o distribuidor para Portugal dos relógios Omega, Tissot e Audemars Piguet. Em 1980 criou junto com a sua mulher, Fernanda Lamelas, um Gabinete de arquitectura e estudos económicos. Em meados de 1980 começou a distribuir os relógios Ebel e ao mesmo tempo abriu várias lojas de roupa Benetton. A partir de meados de 1990 começou a distribuir marcas internacionais de joalharia, como seja Chaumet, H. Stern. Presentemente é também distribuidor dos relógios Pequignet, das joias Chimento e da marca portuguesa Eleuterio.
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