Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
O século XXI na história da relojoaria
18/Fev/2014

Atravessamos um tempo de grandes mudanças na alta relojoaria. Felizmente, ao contrário do último período de grandes mudanças no sector - a famosa "crise do quartzo", no final dos anos 70 - desta vez as mudanças devem-se a factores positivos: nunca se vendeu tantos relógios de luxo como hoje, as exportações de relógios suíços atingem máximos históricos ano após ano, há marcas a produzir no limite das suas capacidades, a procura por relógios com grandes complicações ou de alta joalharia nunca foi tão expressiva. O mercado de luxo globalizou-se e as grandes marcas estão presentes em todos os continentes. Em resultado destes factores, nunca as marcas de relógios investiram tanto em pesquisa e desenvolvimento e, em consequência, todos os anos assistimos a inúmeros lançamentos de relógios inovadores. A Cartier investiu de tal forma em afirmar-se como um dos líderes na alta relojoaria que, em apenas 6 anos, a equipa liderada por Carole Forestier-Kasapi desenvolveu 29 movimentos de alta relojoaria, alguns deles com soluções técnicas nunca antes vistas. A Jaeger-LeCoultre continua a engrossar a sua enorme (e recordista) lista de patentes relojoeiras. A Vacheron Constantin continua a surpreender todos os anos com os seus relógios “Métiers d’Art” e a Panerai, em apenas  10 anos, dotou praticamente 100% dos seus relógios com movimentos desenvolvidos e construídos in-house.  Olhando para trás verificamos que em poucos anos os relógios cresceram, a estanquicidade aumentou, os mostradores são mais trabalhados e ganharam novas tonalidades, e passamos de uma escolha quase reservada a relógios em aço ou ouro para materiais agora comuns como a cerâmica, carbono ou titânio.

Depois de um período de afirmação das suas capacidades e de criação de novos modelos e movimentos, algumas marcas estão a procurar reinventar conceitos básicos ou implementados da relojoaria. Assistimos já à reinvenção do turbilhão protagonizada pela Jaeger-LeCoultre (Gyrotourbillon), sistemas de escape de altíssima frequência desenvolvidos pela TAG Heuer (Mikrograph, Mikrotimer) ou relógios quartzo complexos sem necessidade de mudança de pilha, como o recém apresentado Breitling  Cockpit B50. A Omega, com o seu movimento Master Co-Axial, agora presente em dezenas de referências, lidera a renascida “guerra” aos campos electromagnéticos, um dos maiores inimigos dos relógios mecânicos nesta era em que vivemos rodeados de potentes gadgets.

Para o futuro, e atendendo aos  “concept watches” que a Cartier e a TAG Heuer têm mostrado, podemos ficar com a certeza que novas soluções vão surgir a médio prazo e que o século XXI vai ficar marcado na história da alta relojoaria.

Administrador da Machado Joalheiro, no Porto e Lisboa, casa fundada em 1880, António Machado foi membro da AIHH (Association Interprofessionnelle de la Haute Horlogerie), desde a sua fundação. Actualmente é o Chefe de Missão em Portugal da FHH (Fondation de la Haute Horlogerie).
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