Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
Espaços comerciais no século XXI
10/Mar/2014

Paul Goldberg, na sua análise ao projecto de Rem Koolhaas para o espaço Prada Epicenter, realizado em 2001 em Nova Iorque, procurou demostrar que o modo como o arquitecto aborda o projecto sugere de forma clara as suas ideias acerca da importância dos espaços de retalho na cidade contemporânea.

No início do novo milénio, várias marcas ligadas ao mercado de luxo perceberam a importância da qualidade destes espaços e contratam arquitectos mundialmente reconhecidos para desenharem as suas lojas de referência. Exemplos disso são os edifícios em Ginza, Tokyo, comissionados por marcas como a Prada (Herzog & de Meuron, 2003), Dior (SANAA, 2003) ou Tods (Toyo Ito, 2004).

A verdade é que a qualidade dos espaços comerciais interfere com a imagem que construímos do espaço urbano, ou seja, influencia a nossa percepção da imagem de cada cidade. A qualidade dos espaços comerciais está geralmente relacionada com a qualidade de vida e com o nível de desenvolvimento dos seus habitantes.

Não penso ser possível fazer nenhuma espécie de manual para um projecto de um espaço comercial que dite regras de como um arquitecto deverá responder a este problema. Enquanto arquitectos, não deveremos suportar o carimbo “de competência especializada”. De qualquer forma, acredito que o programa de um projecto para um espaço comercial dedicado ao comércio de jóias e/ou relógios será tanto mais específico quanto maior for o número de actividades a que esse espaço/conjunto de espaços deverão dar lugar. A distribuição do programa refere-se a uma decisão sobre o significado das partes funcionalmente diferenciadas no conjunto, o que obriga à investigação e expressão de cada um dos espaços: a hierarquia das actividades, da circulação estabelecida e a harmonia do conjunto.

 

O desenho de um espaço comercial deverá reflectir não só as ideias do arquitecto e do cliente, mas também a imagem da marca e as expectativas dos clientes. A arquitectura é um tema que interessa a todos e cujo resultado depende da acção de vários agentes, entre eles o cliente, o arquitecto, os engenheiros, os técnicos e os artesãos. A conquista da qualidade do ambiente depende de uma sensibilização generalizada e a ausência dessa sensibilização gera uma progressiva degradação da qualidade do espaço.

Diana Vieira da Silva faz parte da 3ª geração de uma família ligada à Joalharia em Portugal. Diana é formada em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Desenvolveu a sua primeira colecção aos 18 anos de idade, continuando a colaborar com a marca Monseo ao longo dos anos, exercendo actualmente arquitectura de forma liberal em simultâneo com a direcção criativa da marca de joalharia portuguesa, procurando aliar a inovação técnica à componente tradicional e manufacturada.
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