Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
Quem compra (o quê), e quanto valem os que nos visitam?
29/Jan/2014

Um estudo recente da Global Blue (empresa que gere o reembolso do IVA), nos primeiros seis meses do ano, 41% dos turistas que pediram reembolso de impostos em produtos abrangido pelo regime de “tax free” (livres de impostos) tinham nacionalidade angolana, 23% brasileira, 11% chinesa e 6% russa; “Nada de verdadeiramente surpreendente”, dirá o leitor, mas estes estudo/análise, aponta outros valores muito curiosos. Se é verdade que os gastos dos turistas angolanos ultrapassam os dos turistas brasileiros, chineses e russos juntos, as vendas a visitantes provenientes de Angola, têm registado uma tendência para a estabilização, o mesmo não sucedendo com outros “forasteiros” provenientes de outras paragens. As vendas a turistas chineses dispararam 129% no primeiro semestre de 2013 (ou seja, mais 112,76% que no período homólogo do ano passado). Cada vez que vão às compras, estes gastam, em média, 1198 euros, mais 41% face a 2012.

Este estudo revela pormenores mais detalhados e a ter em conta nesta ponta final de 2013. Durante 2012, os angolanos foram responsáveis por 50 milhões de euros em compras “tax free”, mais do que os russos (46,6 milhões de euros) e do que os chineses (7,2 milhões de euros). Os angolanos gastam em média 315 euros já que não compram apenas produtos de luxo, mas também outras marcas grande consumo, como o vestuário. Os brasileiros que nos visitam têm um gasto médio de 224 euros, e os russos 239 euros. Se olharmos à tipologia de consumos, verifica-se que quase metade das compras (49%) é dedicada a roupa de marca, seguindo-se-lhe as jóias e os relógios, marroquinaria e acessórios de viagem e, finalmente, artigos de electrónica e tecnologia.

Estes dados explicam e respondem por muitos dos investimentos realizados na nossa tão famosa quanto procurada Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde muitas marcas têm inaugurado os seus espaços exclusivos, a pensar em quem nos visita. Veja-se o exemplo da David Rosas e da Cartier que investiram forte nos seus espaços nesta conhecida artéria da cidade. Mas os turistas não andam apenas nesta avenida, e em Lisboa; será que o sector está preparado para atender de forma personalizada estes exigentes e conhecedores clientes que nos visitam? Uma resposta positiva a esta pergunta pode fazer toda a diferença…

Jorge Dinis, é director da revista CHRONOS do tempo.
18/Jan/2013

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