Chronos do Tempo

O mundo dos relógios e jóias
“Quo vadis” Luxo?
07/Ago/2014

Será que o conceito de “Luxo” (tal como hoje é entendido e vendido) está velho e ultrapassado? As marcas tradicionais deste sector, e até mesmo as mais recentes que aspiram a um “lugar ao Sol” neste segmento parecem estar cegas à evolução do Mundo e dos consumidores. “Quo vadis”?

Nos últimos anos, as marcas do dito “Luxo” voltaram as costas ao Ocidente, voltaram-se para o Oriente e Leste em busca de novos mercados e lucros mais volumosos, o que é legítimo. Mas parece que se esqueceram dos velhos mercados e em particular do “Velho Continente”, que ajudaram a construir a sua reputação. Esta cegueira colectiva parece ignorar o futuro, e o futuro está ao virar da esquina, em que uma cliente não vai querer aparecer numa festa a usar uma peça igual à da amante de um oligarca russo, ou de uma “nova milionária” chinesa vinda de uma província de nome impronunciável, perdida no interior daquele país comunista. Mas este não é o maior dos problemas deste decadente sector…

Uma nova geração está a emergir, pouco sensível aos “velhos nomes”, está mais voltada para as novas tecnologias e para um conceito de luxo mais “trendy”, mais prático e sobretudo, bem mais acessível. A geração “Lady Gaga”, é uma geração que está a romper com os cânones do passado, e que de forma alguma se quer identificar com os conceitos ultrapassados da velha e decadente Europa.

A indústria do “Luxo” não percebeu que tudo mudou, e um dos sinais mais evidentes deu-se quando as estrelas da “A List” de Hollywood começaram a aparecer no “Red Carpet” com vestidos de 50€ da H&M! Esta nova geração, que está a sofrer na pele o flagelo da crise económica mundial tem uma consciência social, e possivelmente virá o dia em que dar 100.000€ por um relógio, ou 50.000€ por uma jóia, será politicamente incorrecto. Mas até a Europa está a mudar! Basta olhar para os milhões de blogs e biliões de fotos do Instagram.

A nova geração, futuros consumidores, vive online! E, tendencialmente, faz compras online!

Este é o “calcanhar de Aquiles” do sector! Tardou a entrar neste mundo virtual e, quando finalmente entrou, tentou controlá-lo! Tratam as lojas online como clientes de “segunda categoria” e ainda não perceberam o potencial do mercado. Quando perceberem, talvez já seja tarde! As lojas online facturam milhões, e isso, por alguma razão insondável, incomoda o sector. Não perceberam a comodidade, para mim, enquanto cliente, poder fazer compras na famosa Sacks Fifth Avenue de Nova Iorque a partir do meu computador ou do meu tablet, e ter as compras entregues em casa!  Não tenho tempo nem paciência para andar a percorrer lojas.

A luta titânica travada entre as marcas de luxo e o mundo virtual está perdida! O mercado virtual é democrático e funciona como devia funcionar a economia real, sem lobbies e sem “politiquices”, é a lei da oferta e da procura em pleno funcionamento! E esta nova geração de empresários que criaram marcas de luxo, já “nasceu online”, com conceitos “taylor made” para a nova geração de cibernautas, com preços adequados e para isso basta abrir uma revista de moda americana. Nomes como Jenny Bird ou Lele Sadoughi, nas jóias, ou a La Mer, nos relógios, atravessaram o Atlântico e estão a invadir a Europa.  Mas há milhares de nomes como estes que de dia para dia estão a ganhar notoriedade, com um design arrojado, que rompe com os conceitos pré estabelecidos pela velha indústria, que cada ano, nos brinda com colecções quase iguais a anos anteriores, e infinitamente aborrecidas, mas que vendem apenas pelo nome e pelo estatuto que ainda conferem a quem as usa. Mas se esse estatuto começar a ser associado a amantes de oligarcas russos e a empresários chineses…esse estatuto vai valer o quê? Estaremos a assistir à morte das grandes marcas? “Quo vadis Luxo”?

Alexandra Cotrim é formada em Design de Comunicação pelo I.A.D.E.. Começou a sua carreira na revista "Grande Lisboa", da Ambelis - Associação das 500 maiores empresas da região de Lisboa. Depois de um a passagem de 10 anos por um grupo económico internacional, onde trabalhou na área do Corporate Banking, regressou em 2008 à comunicação social onde permanece até hoje como Directora de Comunicação e Multimédia da RICHpress. Responsável pelo desenvolvimento e estratégia de comunicação da empresa e das publicações do grupo, assim como colaborações com parceiros internacionais, como a realização do projecto de corporate image para a Pigeon Publishers, editora proprietária da revistas "Relojes y Estilograficas"
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